Pulsa, no Sudeste do Brasil, um coração de aço!
Feito, passo a passo, da labuta de cada cidadão
Que luta e traz no peito o desenho de sua própria história
Construída com glória e trabalho, sangue e empenho, guerra e paz...
Nesta terra, brasileiros semearam ideais e esperanças
Foram crianças e hoje, adultos, colhem deste chão o pão de seus herdeiros
Alimentam o futuro com lembranças, para que a nova geração
Cresça imponente, forjada em puro aço, firme à toda prova!
Nada para o rio, de curva talhada, esculpida pela força do raio
Nada para o progresso, que turva a sensatez corrompida, maculada.
O excesso de poder e mesquinhez cerra olhares de forma desastrosa,
Escrevendo dolorosa página no seio de muitos lares...
Mas, em meio à dor, a cidade, ainda assim, se inflama:
Clama por liberdade, não permite que a chama se enfraqueça!
Que floresça, na consciência de cada um, a certeza da vitória
Fixando na memória este retrato, para que não se repita a violência...
Hoje, mais que ontem, menos que amanhã, o povo se mobiliza
Avisa "que o novo sempre vem", que a fibra aurinegra não é vã...
Reúne, no Vale do Paraíba, a coragem de quem nunca desiste de sonhar
Ao desafio de se reinventar a cada dia, reconstruindo sua imagem:
Onde outrora havia apenas verde, depois cinza, existe agora uma aquarela
Colorida de esporte, cultura, saúde, educação - cenas em tela de realidade...
Volta Redonda, 58 anos de idade, solo de Coroados, Puris e Araris,
Traçando, com seus filhos dedicados, sua sorte. Seu destino? Ser feliz!
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Tributo a Volta Redonda
“Ante a força do raio, o rio dobrou-se”
Formou-se, então, na curva de seu leito, uma
cidade-esperança
Qual criança que, na tenra idade, ainda desconhece
seu destino.
Cresceu ao redor das águas do Paraíba, menino
azul, vadio, doce;
Rio do Sul Fluminense, cheio pelo pranto que rolou
neste Sertão Bravio
Quando aqui se ouviu o último canto do guerreiro
Coroado, Puri ou Arari – o verdadeiro dono deste
chão!
Seu lamento ecoou pelo vale inteiro
E, sobre a terra, a nação indígena chorou as suas
mágoas...
Chegou outro homem, mais “civilizado”, escravo da
guerra e da cobiça,
Plantou semente, rezou missa, colheu café, cuidou
de gado.
Povoado de Santo Antônio – padroeiro de nossa
gente, de nossa fé –
Lugar hospitaleiro, de muito verde, de muito céu,
de clima ameno.
Tudo tão calmo, tão sereno... De Barra Mansa era distrito
Sendo restrito o seu direito à liberdade e à
mudança.
Igualdade, só em sonho? Mas a reviravolta era iminente!
Num dia de abril, o Presidente tomou a decisão
E outra vez o grito retumbante do trovão se ouvia:
O coração de cada habitante pulsava agora com o
calor do aço
E, passo a passo, surgia a maior usina do Brasil!
Nela se uniram mãos de tantos outros lugares
Para erguer andares de suor, ferro e concreto...
No correto ofício de misturar a massa, dando o
melhor de si
Ficava gravado aqui o esforço desses cidadãos!
Não havia mais dependência, a liberdade era vitória
garantida...
A glória vinha, sofrida. 54, dezessete de julho, em nossa história
É data de orgulho: Volta Redonda é uma cidade!
Cidade verde-esperança, da cor do uniforme dos
soldados
Encarregados de cuidar da nossa terra e da nossa
segurança;
Cidade de Walmir, William, Barroso e tantas outras
vidas
Tolhidas em seu direito à expressão e à liberdade
de ir e vir;
Cidade de quem luta pelo seu espaço, por um lugar
ao sol
E ainda joga futebol, vestindo a camisa do
Voltaço...
Cidade de quem é branco, negro ou amarelo; de
martelo, de bigorna,
Que se torna, a cada dia, mais forte, porque forte
é o seu povo!
Cidade onde o novo junto à tradição caminha, sem
medo de ser feliz...
Volta Redonda, cidade do futuro, futuro do país!
sábado, 9 de junho de 2012
Etapas do Amor
O começo do Amor
Só consiste em olhar e gostar, pagar à primeira vista o preço da ilusão que já existe...
Nessa hora, nada mais importa! Basta abrir a porta e deixar que a alegria entre, iluminada!
O meio do Amor
Arde na pele e revela os segredos, os medos, os dois lados diferentes, os bocados de sonho, a coragem, o covarde...
Nessa hora, a verdade aparece. O que é sincero, cresce. O que é falsidade, fenece, porque o coração rejeita a máscara, e joga a mentira pro lado de fora.
O final do Amor
É o início da amargura, daquela dor que, de tão doce, vira vício...
Nessa hora, é como ducha pura de água fria, que nos enche de mágoa e de tristeza.
É a correnteza que nos leva de volta para o mundo; é, mais uma vez, guardar no fundo do peito a revolta e a saudade.
É o brilho da estrela que não se cansa de ser guia, como o Amor, que não desiste da Esperança!
Só consiste em olhar e gostar, pagar à primeira vista o preço da ilusão que já existe...
Nessa hora, nada mais importa! Basta abrir a porta e deixar que a alegria entre, iluminada!
O meio do Amor
Arde na pele e revela os segredos, os medos, os dois lados diferentes, os bocados de sonho, a coragem, o covarde...
Nessa hora, a verdade aparece. O que é sincero, cresce. O que é falsidade, fenece, porque o coração rejeita a máscara, e joga a mentira pro lado de fora.
O final do Amor
É o início da amargura, daquela dor que, de tão doce, vira vício...
Nessa hora, é como ducha pura de água fria, que nos enche de mágoa e de tristeza.
É a correnteza que nos leva de volta para o mundo; é, mais uma vez, guardar no fundo do peito a revolta e a saudade.
É o brilho da estrela que não se cansa de ser guia, como o Amor, que não desiste da Esperança!
Oração ao Infinito
Obrigada, Senhor, por este céu cheio de estrelas...
Por tudo o que existe em cada uma delas,
Por sua luz que nos conduz, como pingos de velas em um quarto escuro,
Iluminando o breu triste.
Obrigada, Senhor, por encher meus olhos de estrelas...
Por permitir que o Universo invada o meu pranto,
Por este encanto que se descortina ao véu do meu olhar,
E que me leva a passear por essa trilha prateada.
Obrigada, Senhor, por ter criado as estrelas...
Por pontilhar de brilho a noite dos aflitos,
Por ouvir seus gritos, abafados dentro dos corações que choram,
Como mãe longe do filho.
Obrigada, Senhor, por nos dar de presente as estrelas...
Por fazer com que elas nos guiem vida afora,
Por nos abençoar com a dádiva de, em tardia hora da noite,
Poder vê-las...
Por tudo o que existe em cada uma delas,
Por sua luz que nos conduz, como pingos de velas em um quarto escuro,
Iluminando o breu triste.
Obrigada, Senhor, por encher meus olhos de estrelas...
Por permitir que o Universo invada o meu pranto,
Por este encanto que se descortina ao véu do meu olhar,
E que me leva a passear por essa trilha prateada.
Obrigada, Senhor, por ter criado as estrelas...
Por pontilhar de brilho a noite dos aflitos,
Por ouvir seus gritos, abafados dentro dos corações que choram,
Como mãe longe do filho.
Obrigada, Senhor, por nos dar de presente as estrelas...
Por fazer com que elas nos guiem vida afora,
Por nos abençoar com a dádiva de, em tardia hora da noite,
Poder vê-las...
Desejos para 12 de junho
Desejo pra você o canto doce da cigarra,
A farra e a alegria de um louco romance,
O pouco, que é muito, de viver num dia
Um sonho. E que nele você dance!
Desejo pra você um temporal de flores
Sem dores, sem lamento, sem sofrimento ou pranto.
Que lhe caia sobre os ombros o manto da esperança
E uma mansa ilusão lhe afague em tal momento!
Desejo pra você um amor terno e profundo
Que lhe dê o valor tão merecido
E voe, com você, por todo o mundo...
Desejo pra você a flecha do Cupido
Para que atinja alguém especial e, num segundo,
Forme, com minha bênção, mais um casal querido!...
Canção da Colheita
Criança é semente, é grão de gente
Que passa pela nossa mão. Ela a espalha
Pela terra, seca ou fértil. Esta planta
Vai crescendo, e nela se encerra a esperança
De mudança deste mundo pra melhor.
Nós semeamos, plantamos, chovemos sobre ela
O saber, a experiência, a vida e a arte.
À vezes, sem querer, abafamos sua essência
E parte do que ela é deixamos de lado, esquecida.
Mas a missão do semeador é secular e sagrada
Pois ela carrega o futuro, o amanhã, o novo dia!
Se alguma flor não desabrocha, lamenta-se a perda
Mas não desistimos da labuta, seguimos em frente
Mesmo lidando com o sol, o granizo, o espinho e a rocha.
Aguardamos a hora tão esperada da colheita
Observando, com ternura, a mágica das folhas se abrindo...
A pura satisfação de ver a criança que se foi
Trazendo até nós o adulto que hoje é
Nos dá a fé para semear de novo, e colher o povo
Em comunhão com a escola, terra de todos:
Da semente-criança ao mestre-agricultor...
Que passa pela nossa mão. Ela a espalha
Pela terra, seca ou fértil. Esta planta
Vai crescendo, e nela se encerra a esperança
De mudança deste mundo pra melhor.
Nós semeamos, plantamos, chovemos sobre ela
O saber, a experiência, a vida e a arte.
À vezes, sem querer, abafamos sua essência
E parte do que ela é deixamos de lado, esquecida.
Mas a missão do semeador é secular e sagrada
Pois ela carrega o futuro, o amanhã, o novo dia!
Se alguma flor não desabrocha, lamenta-se a perda
Mas não desistimos da labuta, seguimos em frente
Mesmo lidando com o sol, o granizo, o espinho e a rocha.
Aguardamos a hora tão esperada da colheita
Observando, com ternura, a mágica das folhas se abrindo...
A pura satisfação de ver a criança que se foi
Trazendo até nós o adulto que hoje é
Nos dá a fé para semear de novo, e colher o povo
Em comunhão com a escola, terra de todos:
Da semente-criança ao mestre-agricultor...
Caixinha de música (a 1ª poesia)
Olha...
Repara bem nesta bailarina
Que dança, impassível,
Diante dos teus olhos.
Baila e enfeitiça.
Olha...
Repara bem neste coração
Que, de tanto admirar a bailarina,
Resolveu admitir que também dança
Quando te vê
E, impassível diante dos teus olhos,
Num louco frenesi
Baila, desesperado, assim
Enfeitiçado por ti!
Repara bem nesta bailarina
Que dança, impassível,
Diante dos teus olhos.
Baila e enfeitiça.
Olha...
Repara bem neste coração
Que, de tanto admirar a bailarina,
Resolveu admitir que também dança
Quando te vê
E, impassível diante dos teus olhos,
Num louco frenesi
Baila, desesperado, assim
Enfeitiçado por ti!
Assinar:
Postagens (Atom)
