Se és professor?
E o que mais serias?
Se em tanta angústia é que te findam os dias
Se cultura e arte são tuas companhias
Se de alma e caneta jorram tão belas poesias...
O que serias, se não mestre, docente?
Que descortina o saber e desafia a mente
Que ao aluno ensina e lhe sugere: "Tente!"
Que crê no cidadão que há em toda gente...
Como serias outro, se não professor?
Quando das "múmias" inertes lhe incomoda o torpor
Quando da injustiça lhe brota toda a dor
Quando da desilusão ainda lhe sobra amor...
Professor, tu o és. É tua sina e sorte!
Pois lutas pela vida onde entrevê-se a morte
Pois andas na navalha de um fino corte
Pois é cais de mudança, onde a esperança aporte.
Parabéns por seres quem és, professor!
sábado, 16 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
Minutos
O relógio marca o tempo do meu amor...
Tenho alguns minutos para olhar seu rosto!
Quem dera não ter que falar nada
Só provar seu gosto, sentir na boca o seu sabor...
O relógio marca o tempo do meu amor...
Tenho poucos minutos para ouvir o seu silêncio!
Quem dera não ter que decifrar o que não diz
Só ser feliz, unir na minha a sua cor...
O relógio marca o tempo do meu amor...
Tenho raros minutos para matar minha saudade!
Quem dera não ter motivo pra ir embora
Só fazer, desta hora, a eternidade a seu dispor...
O relógio marca o tempo do meu amor...
Tenho menos que minutos para dizer o que preciso!
Quem dera não ter que suportar a sua ausência
Só viver esta demência e, sem juízo, me queimar no seu ardor...
O relógio marca o tempo do meu amor...
Já não tenho mais minutos para conquistar você!
Quem dera não ter que ouvir o seu adeus
Só adormecer nos braços seus, e me perder de vez no seu calor...
Tenho alguns minutos para olhar seu rosto!
Quem dera não ter que falar nada
Só provar seu gosto, sentir na boca o seu sabor...
O relógio marca o tempo do meu amor...
Tenho poucos minutos para ouvir o seu silêncio!
Quem dera não ter que decifrar o que não diz
Só ser feliz, unir na minha a sua cor...
O relógio marca o tempo do meu amor...
Tenho raros minutos para matar minha saudade!
Quem dera não ter motivo pra ir embora
Só fazer, desta hora, a eternidade a seu dispor...
O relógio marca o tempo do meu amor...
Tenho menos que minutos para dizer o que preciso!
Quem dera não ter que suportar a sua ausência
Só viver esta demência e, sem juízo, me queimar no seu ardor...
O relógio marca o tempo do meu amor...
Já não tenho mais minutos para conquistar você!
Quem dera não ter que ouvir o seu adeus
Só adormecer nos braços seus, e me perder de vez no seu calor...
domingo, 26 de setembro de 2010
O amor e a rosa
Como abelha, que transforma em doce mel a pétala suave
Como ave noturna, que arrepia com seu pio, seu agouro
Como ouro, que reluz na pepita, tão bonita, tão cheia de brilho
Como filho, que se apega ao seio e suga o leite, a vida daquela que o conduz.
Como lua, que enche, se renova, cresce e quase morre à míngua
Como língua que, afiada, corta qualquer palavra, qualquer segredo
Como medo, que tira o sossego e inunda a alma de escuro
Como muro, que cerca a gente, prende, esconde a face da realidade.
Como vício, que começa e não acaba, enraíza, se agarra em nossa mente
Como gente, que sucumbe a qualquer dor, até a que causou com a própria mão
Como pão, que sacia, mata a fome, se multiplica no milagre do trigo
Como amigo, que nos dá o braço, o ombro, e enxuga a lágrima que rola.
Como tudo o que existe, e que há de mais perfeito no universo
O meu amor também se pronuncia, em verso e prosa
Como uma rosa, que floresce e desabrocha no jardim que é bem cuidado
O meu amor, se bem amado, permanece inalterado dentro de mim.
Como ave noturna, que arrepia com seu pio, seu agouro
Como ouro, que reluz na pepita, tão bonita, tão cheia de brilho
Como filho, que se apega ao seio e suga o leite, a vida daquela que o conduz.
Como lua, que enche, se renova, cresce e quase morre à míngua
Como língua que, afiada, corta qualquer palavra, qualquer segredo
Como medo, que tira o sossego e inunda a alma de escuro
Como muro, que cerca a gente, prende, esconde a face da realidade.
Como vício, que começa e não acaba, enraíza, se agarra em nossa mente
Como gente, que sucumbe a qualquer dor, até a que causou com a própria mão
Como pão, que sacia, mata a fome, se multiplica no milagre do trigo
Como amigo, que nos dá o braço, o ombro, e enxuga a lágrima que rola.
Como tudo o que existe, e que há de mais perfeito no universo
O meu amor também se pronuncia, em verso e prosa
Como uma rosa, que floresce e desabrocha no jardim que é bem cuidado
O meu amor, se bem amado, permanece inalterado dentro de mim.
domingo, 12 de setembro de 2010
Pra falar de você
Pra falar de você, eu falo de mim mesma...
Falo dos lados da moeda, do negativo do retrato
Falo do fato de beijar a sua boca e ser sua irmã
Falo de acordar pela manhã com seu sorriso em minha noite
Falo de riso e de água que escorre pelo rosto, vinda do olhar...
Pra falar de você, eu falo do que existe...
Falo da fruta bem madura, que eu retiro e devoro com vontade
Falo do ar que eu respiro, e tantas vezes ignoro
Falo da saudade, que deixa escura a minha alma
Falo da palma da mão, que sua, caleja e luta...
Pra falar de você, eu falo do que amo...
Falo das palavras que eu rimo, com carinho de criança esperta
Falo da alegria aberta, que eu levo como um mimo, pra quem possa querer
Falo da lembrança do meu eu no seu caminho, atravessando a sua luz
Falo de você, que me conduz sem o menor temor
Que me seduz com todo o seu calor
E que faz jus a tão sincero amor...
terça-feira, 7 de setembro de 2010
A vida pede passagem
E a vida passa...
Tal e qual passageira de primeira (e talvez de última) viagem
Como um bloco, uma escola de samba, ela pede passagem
Pode ser um bilhete de trem, um cartão de metrô,
Ou dinheiro amassado, suado, na mão do trocador
E a vida vai...
Ela vai e navega, se entrega
Tal e qual a mulher que se pinta, se borda, se arruma, se decota
À espera daquele qualquer que, por horas de mero capricho,
Lhe joga, à saída, uma nota
E a vida termina...
E ensina que tudo se foi, já passou, acabou, se apagou
Como vela de uma semana, que no quinto dia já não tem mais luz
Como amor, que não chega na hora marcada e pro sofrimento a gente conduz
Como tudo, que agora é nada
Como dor, que agora é prazer
Como é a certeza que sobra da vida: ela passa, se vai e termina
Depois de brilhar nos olhos de uma menina
Depois de sumir na curva de uma estrada
Depois de voar nas asas do sonho que foi embora
Deixando a saudade calada...
Tal e qual passageira de primeira (e talvez de última) viagem
Como um bloco, uma escola de samba, ela pede passagem
Pode ser um bilhete de trem, um cartão de metrô,
Ou dinheiro amassado, suado, na mão do trocador
E a vida vai...
Ela vai e navega, se entrega
Tal e qual a mulher que se pinta, se borda, se arruma, se decota
À espera daquele qualquer que, por horas de mero capricho,
Lhe joga, à saída, uma nota
E a vida termina...
E ensina que tudo se foi, já passou, acabou, se apagou
Como vela de uma semana, que no quinto dia já não tem mais luz
Como amor, que não chega na hora marcada e pro sofrimento a gente conduz
Como tudo, que agora é nada
Como dor, que agora é prazer
Como é a certeza que sobra da vida: ela passa, se vai e termina
Depois de brilhar nos olhos de uma menina
Depois de sumir na curva de uma estrada
Depois de voar nas asas do sonho que foi embora
Deixando a saudade calada...
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
The fault was mine 2 (A culpa foi minha - parte 2)
Em momentos difíceis, a poesia adormece
E buscamos consolo em ombros e abraços...
Ao ressurgir o sol, a palavra floresce
E agradeço a Deus pela amizade e seus laços...
Thank you, forever!!!
E buscamos consolo em ombros e abraços...
Ao ressurgir o sol, a palavra floresce
E agradeço a Deus pela amizade e seus laços...
Thank you, forever!!!
domingo, 1 de agosto de 2010
Múltiplos
O meu amor
Nosso, seu, não sei,
Aconteceu. À flor da
Pele, a cor da pele,
Acordou o beijo, o desejo. O som
Ecoou pelo espaço, o tom de luz,
De sol maior, clareou aqueles corpos
Nus. Brilhou a estrela de grandeza
Duvidosa, e tão fatal naquele abraço,
Naquele laço apertado! Lado a lado,
Roupa largada, a cama macia
De pele dourada. A água morna
Que bate, entorna a esperança
De prazer, de ter, de fazer
Amor com você. Outra vez,
Em mim, assim...
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