sábado, 9 de junho de 2012

Visão

Qual lago sereno, sem ondas, sem vento
Plácida, a ver estrelas ao relento...
Canta o trovão, a sua imagem resplandece
Tremulo em ondas, e minha paz desaparece!

Por que você, justo neste instante?
Que outra armadilha me prepara o seu semblante?
Não quero vê-lo, mas preciso.  Me dói tal consciência
E busco, em vão, apagar de mim a sua essência...

Fugir sei que não há de ser o meu destino
Mas imputar-me a pena eterna do desejo
Será o melhor meio de conter meu desatino?

Só sei que, se me molhasse com seu beijo
E se entregasse a mim (Enfim!), feito um menino
Eu amaria, talvez pra sempre, a tez que vejo...

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