sexta-feira, 8 de junho de 2012

Silêncio...

Ah, telefone...  Por que cala?
Por que não fala mais do meu amor, emoção tão poderosa?
Por que me impõe essa dor silenciosa, que me agita?
Por que não grita?  Criado-mudo, sem valor...

Ah, telefone...  Por que adormece?
Por que não reconhece a voz dele, que me acalma?
Por que permite que minh'alma esteja cheia de incerteza?
Por que não soa?  Tortura chinesa, sem limite...

Ah, telefone...  Por que não toca mais?
Por que não me traz paz, e a boa nova pela qual anseio?
Por que não prova, sem demora, que o receio está a enganar-me?
Por que não chama, agora?!  Já que seu som é deveras precioso
Pois, com ele, vem o delicioso ato de entregar-me a quem me ama...

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