sexta-feira, 8 de junho de 2012

Ciclo sem fim

A palavra aguarda, envolVIDA em seu casulo,
Pelo momento mais sublime desde que se fez a luz...
No parto da ideia, dá-se o seu nascimento
Que traduz ao mundo o que um coração exprime!

A palavra voa, moVIDA a forças seculares,
E cresce nos lugares mais distantes, mais estéreis...
Irrigada pela mente, evolui a cada dia
Seja prosa prosa ou poesia, nada será como antes...

A palavra grita, e é ouVIDA em toda parte
A ela une-se outra, e outras mais inda virão!
Reproduz cada instante no que você vê - ou lê -
Como obra de arte, em evolução constante...

A palavra chora, comoVIDA com o que faz
Ao escorrer da mão de quem não reconhece sua essência...
Torna-se capaz de destruir uma nação em um segundo
Na falta de consciência de um mundo que diz evoluir!

A palavra sofre, e duVIDA de seu ofício...
O vício de poder corrói o que há de mais doce e inocente!
A ambição transforma a mente em máquina de guerra,
Salta da boca, invade a terra e a destrói...

A palavra emudece, e nos conVIDA a meditar:
Qual é o seu real papel nesse planeta azul?
Unir toda a gente que vem e vai, de norte a sul, pela estrada
E que, mesmo espalhada, pode formar uma corrente pelo bem?

A palavra luta, e reVIDA com firmeza
Busca, na natureza do homem, esperança!
Desperta amor e paz naquele que a escuta
Faz a mudança de alguém para melhor...

Então, a palavra sorri.  AtreVIDA, nunca há de calar-se,
Pois o ciclo se renova e a morte não a alcança:
Ela é espelho e voz do adulto, da criança e até do mais antigo,
É o íntimo amigo, que define nossa sorte em sua VIDA...

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