sábado, 9 de junho de 2012

Aconchego

Você chega
E bagunça o meu coreto, sacode a minha poeira
Balança a minha cabeça, invade o meu espaço
Ocupa seu lugar na minha vida, na minha vista
Me perturba com esse jeito que é só seu
Com esse seu sorriso (Quem dera fosse meu!)
Com esse seu olhar (Decifra quem sou eu...)
E eu aqui
Querendo olhar você e devorar o que eu vejo
Sem controlar o meu desejo, a minha fome
De ouvir sua voz falar meu nome, no meu ouvido
De ver esquecido o tempo, do seu lado
Sentir seu peito quente, largo.  No aconchego
Dos seus braços me esconder, fugir do mundo
E, num segundo, mergulhar no mais profundo que há em mim
Trazendo assim, do coração, uma vontade louca de viver
Colada, atada, bem amarrada no seu tudo, no seu todo
No seu nada, em você...

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