terça-feira, 5 de abril de 2011

Menino de asas...

E meu príncipe, pequeno, ao crescer, inventou de criar asas...
Jogou-se ao vento, ao firmamento, ao vazio pleno, sem temer.
Deixou pra trás, na terra, o fardo, que, em brasas, a ferro e fogo o sufocava
E apenas subiu. 
No alto, abriu o peito, expirou guerra, inspirou paz...
Feito isso, pairou por entre as nuvens e delas recebeu o abraço amigo
Abandonou-se no espaço, contou às companheiras seus mais íntimos segredos...
Mas elas, passageiras, escoaram-se por seus dedos, sem dar abrigo, sem criar laço.
Tentou seguir bandos de aves pelos ares. Mas sua intuição logo deu grito:
Queria o infinito, não as regras militares para um voo em perfeita formação!
Pois voar é, por princípio, LIBERDADE. 
É livrar-se dos mais tolos sentimentos...
É praticar, nos momentos em que se comunga com a amplidão, a humildade
De perceber-se unidade neste todo, voltando, assim, à realidade, ao chão.