domingo, 29 de agosto de 2010

Flor Negra

Busco o seu olhar, mas ele mantém o ar compenetrado e sério
Cheio de encanto e de mistério, carrega consigo toda a beleza de uma raça
Passa por tantas pessoas, e leva junto a atenção que eu devia a outro alguém...
Não sei se faço bem ou mal, fica a verdade do momento:
Olho, e quanto mais repito este ato, mais exato se torna o seu desfecho...
Deixo de ouvir a história de um povo, para gravar na memória o novo rosto, o novo nome
Daquele que representa muito bem a sua cor, de uma forma tão bonita, tão perfeita, tão pura!
Viajo na sua tez escura, no sorriso a que pouco se permite,
No pensamento que emite, formulando uma pergunta sem que use sua voz...
Por que nós não ouvimos sua dúvida em alto e bom som?
Quero é ver o tom da sua pele combinado à palavra dita, falada
Numa mistura que revele a consciência, que deixe o seu segredo declarado...
Busco o seu olhar, mas ele já foi embora
E eu sei que esperarei a hora de tornar a vê-lo
Mesmo que de longe, afastada, escondida, encolhida.
A sua vida não vai se cruzar com a minha agora,
O amanhã só a Deus pertence, e chega quando eu menos perceber
Trazendo de novo para mim o seu perfil,
Que se assemelha a uma mágica flor negra!

sábado, 28 de agosto de 2010

Aposta

Eu busco na palavra o tom mais certo
Para expressar o som do meu amor (que é tão bonito...),
Para mostrar de perto o grito abafado da saudade,
Para dizer felicidade no seu corpo, do seu lado...
Eu uso a frase carregada de sentidos
Para que seus olhos e ouvidos nela possam conhecer
O doce do seu sorriso, o mel do seu abraço,
O fel da sua falta (quisera que você nunca se fosse...).
Eu faço do meu texto a minha forma mais completa
De ser direta, de dizer, límpida e clara
Que coisa rara é gostar de alguém como eu gosto
Que eu aposto a lua, a rua, a minha vida (que é tão sua...)
Na vontade de querer e, de verdade, ser querida por você...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

No deserto...

Procuro o ombro amigo, que me dê abrigo
Porque estou perdida, faminta, no meio de um deserto
Que é o meu incerto rumo, o pedaço, o escombro,
Cacos do que um dia já chamei de vida.
Sinto apagar, então, a chama que ardia
E ofuscar-se o brilho dos meus olhos, hoje fundos e tristonhos...
O medo deu lugar ao vazio que engole vários mundos
E que acaba com os sonhos, que desaba em água feito rio.
Nenhuma emoção, nenhuma dor, nada. Só silêncio e memória...
E, neste ermo local onde me encontro agora,
Não há flor, não há amor, não há pulsar do coração
Há apenas a hora, que vai passando
E levando consigo a minha história...

The fault was mine 2 (A culpa foi minha - parte 2)

Em momentos difíceis, a poesia adormece
E buscamos consolo em ombros e abraços...
Ao ressurgir o sol, a palavra floresce
E agradeço a Deus pela amizade e seus laços...
Thank you, forever!!!

domingo, 8 de agosto de 2010

O antes e o depois

Antes, eu olhava você, mas nada via.
Antes, eu só cumprimentava, mas não sorria.
Hoje, eu aguardo a sua boca no meu rosto
O seu gosto no meu beijo
O seu desejo no meu sonho...
Antes, eu ouvia a sua voz, mas não havia "nós".
Antes, eu o achava engraçado, mas não me encantava o ar risonho.
Hoje, eu espero o seu abraço no meu frio
O seu espaço no meu vazio
O seu corpo no meu laço...
Antes, eu não sabia quem você era.
Hoje, quem me dera ter sempre a sua companhia!
Antes, quem poderia imaginar esse romance?
Hoje, eu só quero que ele avance, devagar, dia após dia...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Música para a alma...

Às vezes é preciso ouvir alguém cantar com o coração
Para entender que, da emoção, nasceu a melodia...
Seja de alegria, sofrimento, amor ou desencanto
Vê-se que o pranto transmutou o sentimento
Em acorde, rima, verso. E assim proporcionou
Tão bom momento, para que a mente imprima
A verdade do artista que, como nós, é gente!!!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Frágil brincadeira

Sossego, chego
Remanso, manso descanso
O pó nos cabelos, o coração nos olhos
A alma na boca, o sorriso no céu
Brilho de cristal na ponta dos dedos
Que escorregam no corpo cheio de segredos
E medos
Busca profunda de alguém, que não cessa
Fim de tarde, noite, luz acesa
Espelho, velho rosto jovem e corado
Visão de ontem, passou, já é passado
A nova imagem, entre janelas e cortina
Olhando o ar, o mar, a areia cristalina
Sopra um segredo, volta os olhos, chama
Pelo corpo jovem, novo, e reclama
O prazer, a dor, a vida, o aconchego
O sentido de fazer de tudo
Frágil brincadeira
Pra entender, amar, viver a vida
Inteira!...

domingo, 1 de agosto de 2010

Múltiplos

O meu amor
Nosso, seu, não sei,
Aconteceu. À flor da
Pele, a cor da pele,
Acordou o beijo, o desejo. O som
Ecoou pelo espaço, o tom de luz,
De sol maior, clareou aqueles corpos
Nus. Brilhou a estrela de grandeza
Duvidosa, e tão fatal naquele abraço,
Naquele laço apertado! Lado a lado,
Roupa largada, a cama macia
De pele dourada. A água morna
Que bate, entorna a esperança
De prazer, de ter, de fazer
Amor com você. Outra vez,
Em mim, assim...